Gosto de meter medo em mim.
O desafio descalço é minha sola.
O íngreme da encosta, minha mola.
E rio no fim, dos que riem de mim.
Gosto de ter medo de mim.
Via satélite, improvisos na tela.
Sopro a chama, apago a vela.
Ilumino no fim, a certeza de mim.
Gosto de ter medo.
Na sala, o silêncio é amigo.
No corpo, a música é abrigo.
E danço em festim, com quem foge de mim.
Medo. Tenho medo de mim.
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